Intel garante que sua atualização de segurança deixa PCs imunes às falhas

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Após as recentes descobertas que apontam falhas de segurança na fabricação de alguns chipsets atuais, a Intel enfim se pronunciou sobre. De acordo com a empresa, foi feito um progresso significativo na implantação dos pacotes de atualização de firmware, que visam proteger CPUs contra os dois principais erros constatados até então: Meltdown e Spectre.

As falhas afetam quase todos os dispositivos criados nas últimas duas décadas e permitem que invasores acessem uma memória dedicada do computador através de um código JavaScript executado em um navegador. Ao acessá-la, é possível traçar as teclas utilizadas e assim, conseguir senhas e outras informações valiosas do usuário.

A Microsoft já lançou seus próprios patches de segurança para o Windows 10, e o navegador Firefox também recebe uma atualização de software nesta semana. O Chrome deve receber uma nova versão até o fim deste mês, segundo a Google. Já a Apple diz já ter implantado uma correção de segurança parcial dos bugs no macOS atual, o que significa que as mudanças definitivas devem vir na versão 10.13.3 em breve.

A Intel, por sua vez, afirma que desenvolveu e está emitindo atualizações para todos os tipos de máquinas que possuem o seu chip, e com a instalação destes pacotes, os PCs ficarão imunes tanto ao Meltdown quanto ao Spectre. Um porta-voz da companhia diz que, até o fim desta semana, as correções já poderão ser implementadas em 90% dos processadores feitos nos últimos cinco anos.

Em contrapartida, as discussões a respeito da desaceleração causada nos PCs corrigidos ainda continuam. Para a Intel, o impacto dessas atualizações no desempenho das máquinas depende muito da carga de trabalho do usuário. Para alguém que usa o computador mais para lazer, estas mudanças não devem ser significativas. Em computadores usados para trabalho, o choque das correções de software pode ser um pouco maior inicialmente, mas a identificação e testes adicionais pós-implementações devem mitigar essas alterações.

Administradores de máquinas Linux já relataram estarem sentindo mudanças no desempenho, ao passo que usuários Windows não relataram nenhum grande impacto até o presente momento. Enquanto isso, a Intel diz que “continuará a trabalhar com seus parceiros e outros para resolver esses problemas”.

Fonte: The Verge

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